NASA confirma a queda de meteoro gigante hoje (13) no mar da Costa Sul de São Sebastião

Um meteoro brilhante foi registrado na Costa Sul de São sebastiãono litoral Norte de São Paulo e São Jose dos Campos por estações Exoss situadas em São Sebastião/SP e em São José dos Campos/SP na Universidade Vale do Paraíba – UNIVAP

Um grande meteoro foi visto rasgando o céu em uma explosão de luz na Costa Sul de São Sebastião, O registro foi feito no último sábado (13) por uma estação de monitoramento astronômico.
Segundo o astrônomo da estação que fez o registro, Eduardo Plácido Santiago, o meteoro percorreu 30 quilômetros nos poucos segundos que é avistado. “Ele estava a 80 quilômetros de altura e apagou nos 59. Depois caiu no mar”.
De acordo com o astrônomo russo Valery Surdin, um bólido em queda é uma ocorrência bastante rara.
“Geralmente, os bólidos brilhantes, ou seja, pedras grandes, são objetos esporádicos e imprevisíveis. Esses [meteoritos] brilhantes não são vistos com frequência, é uma ocorrência um tanto rara”, disse Surdin.
Meteoros são fragmentos de corpos celestes que caem na Terra a uma velocidade de dez quilômetros por segundo e queimam ao entrar em contato com a atmosfera, formando o que se chama popularmente de “estrela cadente”.
Qual foi o último grande meteoro a cair num continente?
Não faz tanto tempo assim. O último grande meteoro se chocou contra um continente há 105 anos, provocando uma explosão com potência mil vezes maior que a da bomba de Hiroshima. Só não virou a maior tragédia da história humana porque ele caiu em um lugar desabitado, a região de Tunguska, na Sibéria (no norte da Rússia). As únicas vítimas da pancada espacial foram árvores. E põe árvore nisso: uma floresta de 2 mil quilômetros quadrados, uma área pouco maior que a da cidade de São Paulo, foi derrubada. Na verdade, o que aconteceu nesse evento não foi exatamente um impacto, já que a rocha explodiu a aproximadamente 5 quilômetros de altura. Os astrônomos estimam que esse bloco tinha mais ou menos 70 metros de diâmetro e, por ser tão grande e rápido, não resistiu ao atrito com a atmosfera e se incendiou ainda no ar.
Mas a natureza dele ainda é um mistério. Como o meteoro não deixou vestígios depois da explosão, os pesquisadores acham que a coisa não era uma pedra comum, daquelas que vêm de asteróides. A hipótese mais concreta é que ele fosse algo como um cometa. Como esse tipo de astro é feito basicamente de gelo e gases, isso explicaria a ausência de pistas concretas. Na história da Terra, pancadas como a de Tunguska foram relativamente comuns. Apesar de não existir registro de um impacto maior desde o começo da civilização, 10 mil anos atrás, acredita-se que essas trombadas aconteçam pelo menos uma vez por milênio. A maioria delas ocorre no mar, já que os oceanos cobrem 71% da superfície do planeta. Por isso, fique tranqüilo: a possibilidade de um objeto como o de Tunguska atingir uma cidade grande é de uma vez a cada milhão de anos.

Foto e Video: Divulgação/ Estações Exoss situadas em São Sebastião/SP e em São José dos Campos/SP na Universidade Vale do Paraíba – UNIVAP

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