Ernane Primazzi e Eduardo Hipólito do Rego receberam homenagem do Instituto Conexão Costeira pela criação da Área de Preservação Ambiental Baleia /Sahy em São Sebastião

O prefeito disse ter ficado satisfeito com o reconhecimento da criação da APA, muito importante para  preservação de mais de 80 espécies ameaçadas de extinção e da área, propriamente dito.  Ele ainda frisou o risco potencial que as ocupações têm gerado. "É possível utilizar essa região sem prejudicar o sistema ecológico, que é bastante rico. Mas, se deixarmos, ao invés do mangue logo nós teremos somente um esgoto a céu aberto", denunciou. "Sem a ajuda de iniciativas como o ICC, fica impossível para a municipalidade fazer ações com eficácia

O prefeito disse ter ficado satisfeito com o reconhecimento da criação da APA, muito importante para preservação de mais de 80 espécies ameaçadas de extinção e da área, propriamente dito. Ele ainda frisou o risco potencial que as ocupações têm gerado. “É possível utilizar essa região sem prejudicar o sistema ecológico, que é bastante rico. Mas, se deixarmos, ao invés do mangue logo nós teremos somente um esgoto a céu aberto”, denunciou. “Sem a ajuda de iniciativas como o ICC, fica impossível para a municipalidade fazer ações com eficácia

O prefeito de São Sebastião Ernane Primazzi e seu secretário de Meio Ambiente, Eduardo Hipólito do Rego, receberam no último dia 21, no Teatro Santander em São Paulo, capital, homenagem do  Instituto Conexão Costeira (ICC), pelo trabalho que resultou na criação da APA (Área de Preservação Ambiental) Baleia /Sahy, na Costa Sul do município, em 2013, e pela iniciativa inovadora de firmar uma parceria sem custos ao erário público que permite ao ICC exercer a co-gestão da APA juntamente com a Prefeitura de São Sebastião.

Ampliação

Durante a solenidade, o prefeito anunciou ter enviado à Câmara Municipal projeto de Lei para ampliação da APA de 2 milhões de metros quadrados para 4 milhões de metros quadrados, o que possibilitará uma maior proteção da área contra a especulação imobiliária e ações de grileiros.

A iniciativa de Ernane se deve ao trabalho de levantamento do ICC junto com equipe da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), que concluiu ser a área inicial passível de ampliação  por questões ambientais levando-se em conta a junção de vários ecossistemas não vistos em outros lugares. “Estes ecossistemas, marinha e Mata Atlântica, estão muito ameaçadas e com a ampliação da APA aumentamos o poder de proteção”, disse Eduardo Hipólito.

Ainda de acordo com o secretário, por conta dos estudos, não apenas os pescadores serão beneficiados, mas também os artesãos locais. Com a criação do plano de manejo, os artesãos que hoje não podem extrair a matéria prima para seus trabalhos, como a caxeta e taboa, em um futuro próximo poderão fazê-lo, o que será de grande relevância para sua subsistência. Com tudo isso, a APA Baleia/Sahy passa a ser mais do que um mapa com dados, passa a ser algo maior, mais avançado que possibilita tratar as questões do ecoturismo, pesca e artesanato com mais carinho e cuidado.

Segundo Eduardo Hipólito, a APA ainda  beneficia a comunidade estudantil, a exemplo  do Instituto Verdescola, que utiliza a área como laboratório vivo para seus estudos.

Espécies

O prefeito disse ter ficado satisfeito com o reconhecimento da criação da APA, muito importante para  preservação de mais de 80 espécies ameaçadas de extinção e da área, propriamente dito.  Ele ainda frisou o risco potencial que as ocupações têm gerado. “É possível utilizar essa região sem prejudicar o sistema ecológico, que é bastante rico. Mas, se deixarmos, ao invés do mangue logo nós teremos somente um esgoto a céu aberto”, denunciou. “Sem a ajuda de iniciativas como o ICC, fica impossível para a municipalidade fazer ações com eficácia. São Sebastião tem uma orla muito extensa, com mais de 100 quilômetros. É humanamente impossível para uma cidade como a nossa fiscalizar um território tão grande. O ICC tem nos ajudado muito”, observou.

A presidente do ICC, Fernanda Carbonelli, destacou que o sucesso do projeto de preservação passa pela integração com a sociedade local. “Ao longo dos anos, percebemos que precisamos fazer muito mais do que apenas trabalhar para preservar um milhão de metros quadrados de mata nativa. Precisamos engajar os veranistas, os moradores, as comunidades de pescadores e trabalhadores artesanais”, disse.  “Trabalhamos no desenvolvimento de projeto de turismo sustentável, arregimentando essas pessoas e diversos colaboradores; pesquisamos modelos de unidades internacionais de preservação e  idealizamos formas de usar o rio como fonte de renda, visando tornar isso não apenas uma questão de preservação, mas de integração com a sociedade, com as pessoas que vivenciam o dia a dia, muitas vezes difícil, da região”, comentou. “Uma das nossas principais estratégias foi essa integração e sem o apoio da Prefeitura jamais teríamos alcançado o sucesso do projeto”, concluiu.

Foto: Divulgação/PMSS

(RF)

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