Diocese de Caraguatatuba celebrou Missa em memória às vítimas da tromba d’água que destruiu em 1967 a cidade de Caraguatatuba

Em São Sebastião no dia 06/05/2012, numa tarde de domingo uma tromba d’água se formou sobre o mar e atingiu a Praia de Juquehy em São Sebastião.. Quem viu o fenômeno disse que a água parecia ser sugada pelas nuvens, formando uma espiral.Foto: Carlos Valim/Folha do Litoral Norte

A Diocese de Caraguatatuba fará uma celebração dedicada em memória às vítimas da Catástrofe de 67 no próximo sábado (18/3) às 10h na Capela da Casa de Saúde Stella Maris, data em que a tragédia completa 50 anos.
A Santa Missa será celebrada pelo bispo diocesano, Dom José Carlos Chacorowski, e contará com homenagens ao médico Keith Nakamura que atuou no socorro às vítimas sobreviventes. Também será homenageada a irmã Maria Neusa Sudário dos Santos, da Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, superiora na Santa Casa de Misericórdia em Caraguatatuba. O hospital foi essencial para as pessoas que sobreviveram à fatalidade.
A Catástrofe de 18 de março de 1967, causada por uma tromba d’água que provocou o deslizamento de parte da Serra do Mar sobre Caraguatatuba, vitimou oficialmente 436 pessoas, tragédia que culminou na criação da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Em São Sebastião no 06/05/2012, numa tarde de domingo uma tromba d’água se formou sobre o mar e atingiu a Praia de Juquehy, em São Sebastião
Tromba d’água destrói imóveis e deixa feridos na Praia de Juquehy em São Sebastião
Duas pessoas tiveram ferimentos leves depois que uma tromba d’água se formou sobre o mar e atingiu a Praia de Juquehy, em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, neste domingo (6). No total, 27 casas foram danificadas – duas delas foram condenadas pela Defesa Civil – e a região ficou sem luz por algumas horas. Trinta e sete árvores caíram.
Moradores e comerciantes ainda calculavam os prejuízos nesta segunda-feira (7). Duas das casas atingidas foram completamente destruídas, segundo a Defesa Civil do município. Em uma delas, o telhado foi destruído, e no segundo andar, feito de madeira, as paredes se deslocaram. Uma viga de madeira saiu do lugar.
A tromba d’água se forma no mar, com o choque de temperaturas entre a água quente e o ar frio. Quem viu o fenômeno disse que a água parecia ser sugada pelas nuvens, formando uma espiral.
Os ventos de 80 km/h a 120 km/h atingiram uma área de 800 metros de extensão na praia. Uma pousada que fica de frente para o mar teve sua fachada de vidro destruída. O salão que existia na parte da frente desapareceu. O dono estima um prejuízo de R$ 200 mil.

 

Foto: Carlos Valim/Arquivo da Folha do Litoral Norte

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