Complexo Hospitalar de São Sebastião apresenta déficit em torno de R$ 600 mil mensais

A Distribuição de internação por município neste quadrimestre: 1604 (São Sebastião) 203 (Caraguá), 55 ilhabela, 05 Ubatuba, 09 São Paulo e 13 foram pessoas de outras  localidades

A Distribuição de internação por município neste quadrimestre: 1604 (São Sebastião) 203 (Caraguá), 55 ilhabela, 05 Ubatuba, 09 São Paulo e 13 foram pessoas de outras localidades

Os gestores do Complexo Hospital de São Sebastião, que englobam as unidades da SAMU (centro/ costa sul), Pronto Atendimento de Boiçucanga, Pronto Socorro Central e Hospital de Clínicas, estiveram em audiência pública nesta quarta-feira, dia 03, na Câmara Municipal, para apresentados os resultados do 3º quadrimestre de 2014.
Durante a apresentação, os dados que mais chamaram a atenção dos vereadores foi o déficit do Complexo Hospital em torno de R$ 600 mil, mensais, neste período, apesar do repasse feito pelo município à entidade de R$ 3 mil por mês.
Segundo os dados apresentados pelos gestores, a receita do complexo hospital neste período foi de R$ 13.539.000,00, sendo que em outubro ocorreu um aumento devido a um faturamento extra de convênio e repasses atrasados do município.
As despesas ficaram em R$ 14.596.00, houve um aumento devido ao dissídio dos funcionários, a folha de pagamento passou de cerca de R$ 760 mil para R$ 838 mil, em dezembro, acarretando também em aumento dos encargos sociais, de R$ 76 mil para R$ 192 mil.
“Hoje o déficit do hospital está em torno de R$ 600 mil mensais”, explica o representante do hospital.
Apesar disso, neste período foram feitos investimentos no Hospital de Clínicas, em compras de equipamentos e climatização, além de adequação da rede elétrica.
Segundos os dados apresentados, no 3º quadrimestre de 2014, as internação feitas foram: 20% (particular e convênio), 27% (unidade clínica médica), 16% (clínica cirúrgica), 25% (clínica obstétrica) e 2% – (clínica pediátrica).
A Distribuição de internação por município neste quadrimestre: 1604 (São Sebastião) 203 (Caraguá), 55 ilhabela, 05 Ubatuba, 09 São Paulo e 13 foram pessoas de outras localidades.
Em média a taxa de ocupação do hospital ficou em 72%, mas em alguns dias na semana a ocupação foi maior, principalmente no início do ano, período de alta temporada, e também por causa da epidemia da dengue. “Se considerarmos o atendimento, a cada quadrimestre o Pronto Atendimento de Boiçucanga e Centro atendem toda a população de São Sebastião”, disse.
Atualmente, segundo os dados apresentados existem 523 funcionários contratados no Hospital de Clínicas, além de outros que prestam serviços através de empresa terceirizada.
O vereador Marcos Fuly questionou de que forma o Complexo Hospital absorve o déficit.
E, em resposta, ele foi informado de que está necessário reduzir a capacidade de investimento e, às vezes, devido ao atraso no pagamento de alguns fornecedores, é obrigado a comprar produtos mais caros.
“É importante que os vereadores continuem a buscar emendas parlamentares”, ressaltou o gestor.
Outra pergunta do parlamentar foi relação à quantidade de ambulâncias no município.
O responsável pelo setor explicou que atualmente existe um contrato fixo com a empresa, para locação de duas ambulâncias, uma simples (R$ 6 mil/ mensal) e a outra UTI (R$ 7,5 mil/ mensal).
“Às vezes o paciente não tem como voltar para casa após uma intervenção médica, é possível disponibilizar ambulância para levar os pacientes de volta para casa?”, questionou o parlamentar.
De acordo com o responsável, o hospital não tem obrigação de fazer o transporte de pacientes, isso é obrigação do município.
Já o secretário de saúde, Urandy Rocha Leite, existe um serviço que é feito via assistência social, só que o número de pedidos é muito maior do que a capacidade do município em atender.
O vereador Teimoso reclamou da falta de participação popular e sugeriu que na próxima audiência pública sejam desvinculados os dados referentes às unidades de Boiçucanga e da Topolândia do Hospital de Clínicas. “Fica difícil de compreender como é feito a aplicação desse recurso”, afirma.
O parlamentar conta que conseguiu uma emenda parlamentar de R$ 114 mil para compra de respiradores e afirma que em sua opinião os serviços da SAMU devem ser desvinculados do Hospital de Clínicas, entre outros, para que o repasse de R$ 3 milhões feito pelo município possa ser mais aproveitado pelo Hospital.
“Eu não sei se a criação do hospital da costa sul será uma solução, se vai resolver o problema ou se vai ser mais um problema, como vai conseguir mais R$ 3 milhões para colocar ali?”, questiona
De acordo com o representante é necessário aumentar o repasse que é feito pelo município e fazer uma gestão mais técnica do Complexo Hospital, com o objetivo de maximizar os recursos.
Entre as iniciativas recentes dos gestores para melhorar as condições do complexo, foi citado o fato do hospital ter se habilitado novamente e passar a ser considerado de fins filantrópicos, o que economizou 30% do valor da folha de pagamento.
Também o trabalho em busca de um novo convênio do hospital com o projeto IGH (Incentivo a Gestão Hospitalar), do Governo Federal, voltado apenas para os hospitais filantrópicos, que representará um repasse de R$ 200 mil mensais, caso seja aprovado.
E foi pedido o apoio dos vereadores para que São Sebastião faça parte do projeto Santas Casas Sustentáveis, do Governo Estadual, que escolhe as Santas Casas que são mais relevantes para receber um aporte financeiro de mais R$ 500 mil/ mês.
Fonte: Departamento de Comunicação/CMSS
FOTO: Celso Moraes / CMSS

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